segunda-feira, 6 de setembro de 2021

FELIZ NOVA VIDA MINHA PRINCESA

 


❤Que a saudade que sinto de você chegue até aí  no céu. Nesse dia tão especial que comemoraríamos seu 33º ano de vida. Que o sol esteja radiante em lindos tons de dourado a iluminar o caminho que agora trilhas. Que esse seu sorriso irradiante de felicidade continue a nos inspirar aqui. Te amamos Ana Cláudia, ontem, hoje, amanhã e além❤✨✨✨

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

14 ANOS DE SAUDADE

 


14 anos que nos separam desde nosso último até mais, último beijo, último sorriso...Aqui onde estou o dia clareou com diversas nuances de cinza, a cor da melancolia e da saudade. O peito dói cheio de angustia por não mais termos você aqui conosco. A mente gira em mil pensamentos entre o passado e o agora.

Ainda sinto as mesmas vontades de te sentir, de abraçar, te beijar, de ter você aqui conosco.

Nessa estrada vamos seguindo a caminhada. Um tempo maior que eu não imaginava viver sem você. Metade de mim quer gritar aos quatro cantos do mundo a falta que você nos faz, mas a outra metade é um silêncio profundo, sem forças para tal atitude. Como dizia Pablo Neruda: - A saudade é o gosto de morte na boca dos que continuam.

Por isso estou aqui, tentando traduzir essa saudade tão doida e tão intensa que nos acompanha por esses longos 14 anos da tua partida como um grito de reconhecimento e amor por você.

Não consigo sonhar, não reconheço mais o brilho das estrelas e da lua, as cores do arco-íris, o calor do sol. É um eterno inverno em meu coração.

Que nosso pai maior nos sustente nesse turbilhão de sentimentos que se misturam, nesse pensar constante, nesse vazio que ficou em nossos corações.

Te amamos Ana Cláudia, ontem, hoje, amanhã e além.

domingo, 6 de setembro de 2020

SERIA SEU 32º ANIVERSÁRIO

 Hoje seria um dia festivo, você estaria completando mais um ano de vida aqui nesse nosso mundo. 

Na data de hoje a 32 anos atrás, chegou bem cedo, as 3:50 da manhã. Tinha pressa em viver...

Talvez já soubesse inconscientemente que seu tempo aqui seria curto também. 15 dias antes do seu aniversário de 19 anos você também se foi...

Esses dias tem amanhecido carregados de saudades...

Saudades dos tempos que podia te abraçar, beijar e comemorar essa data, te cobrir de mimos e atenção.

Tenho me feito de forte para poder continuar aqui sem você Ana Cláudia.

Parte do meu coração encontra-se desnorteada sem a tua presença.

Que hoje você receba todo esse amor que sinto por você. Meu coração te sente e sempre te sentirá.

Ontem, hoje, amanhã e além...


sábado, 22 de agosto de 2020

 13 ANOS DE SAUDADE - ANA CLÁUDIA CARON

Oi filha, mais um ano longe de você. O tempo correndo...parece que acordei para a realidade a pouco, não tenho mais aquele torpor que me acompanhou por anos. Quanta coisa e situações já vivemos aqui nesses 13 anos do nosso último olhar.

Vivi muitos dias e noites de tormentos e incertezas, não que isso tenha acabado. Agora estou acordada, vendo o meu dia a dia. Antes estava feito um zumbi ou tipo aquele boneco do posto de gasolina, o tal do João bobo, sendo empurrada ou direcionada para algum lugar, sem saber o que estava fazendo. Conselhos e palpites como deveria prosseguir...inúmeros, palavras feitas escutei aos montes..., mas quem sou eu para criticar alguém que nunca passou pela perda de uma pessoa querida e amada como você. Aprendi a escutar e tirar para mim o que me trazia conforto e esperança para continuar.

Dias difíceis...queria eu, ter ido no seu lugar...

É o que toda mãe que perde uma filha, um filho, queria ter feito. Você tinha tanta coisa por viver aqui ainda, concretizando sonhos...

Fui atrás e também muita gente me ajudou para ter uma conexão maior com a espiritualidade, você bem sabe... já recebi suas mensagens que confortaram o meu coração. Mas infelizmente isso não basta para uma mãe...

Como sempre nessas datas ou em um dia qualquer onde a saudade nos invade e nos apunhala o coração, vivemos o passado, o dia fatídico em que tudo aconteceu. Não tem como esquecer...

Um sentimento tão forte invade o peito, de revolta, de tristeza, de angustia. Então, me pego a imaginar você agora, com seus quase 32 anos, quem sabe casada, com certeza já formada, trabalhando, e com algum netinho ou netinha para me alegrar.

Mas, não mais...

Imagino que exista uma outra vida e que você esteja nela, seguindo os desígnios do no nosso pai maior, e que em algum dia quando nos reencontrarmos saberemos o real motivo que nos separou. Mas não é fácil minha filha, continuar aqui sem você. Sentimos uma falta gigante de você, teu pai, tua irmã e eu.

Teu lugar na mesa, teu cheiro, teu sorriso, teu abraço, tuas brincadeiras, tua gargalhada... quanta saudade... Vontade de te abraçar e sentir o calor do teu corpo...

Enfim minha amada filha, a saudade é muito grande que até o corpo chega a doer, tal qual a música do Chico Buarque em que ele diz em versos:

 

Oh, pedaço de mim

Oh, metade afastada de mim

Leva o teu olhar

Que a saudade é o pior tormento

É pior do que o esquecimento

É pior do que se entrevar

 

Oh, pedaço de mim

Oh, metade exilada de mim

Leva os teus sinais

Que a saudade dói como um barco

Que aos poucos descreve um arco

E evita atracar no cais

 

Oh, pedaço de mim

Oh, metade arrancada de mim

Leva o vulto teu

Que a saudade é o revés de um parto

A saudade é arrumar o quarto

Do filho que já morreu

 

Oh, pedaço de mim

Oh, metade amputada de mim

Leva o que há de ti

Que a saudade dói latejada

É assim como uma fisgada

No membro que já perdi

 

Oh, pedaço de mim

Oh, metade adorada de mim

Lava os olhos meus

Que a saudade é o pior castigo

E eu não quero levar comigo

A mortalha do amor

Adeus

 

Imagino que a saudade sua aí de onde você se encontra, talvez seja maior que a minha aqui, pois, você se foi sem ninguém mais próximo daqui, a não ser o vô Lôlo e a vó Júlia.

Como gostaria de estar aí do seu lado. Sei que minha hora irá chegar, todos estamos com o nosso bilhete de partida, mas não sabemos para quando...

Vou cumprindo meu papel por aqui de esposa, mãe, filha, irmã, amiga, enfim, todos os títulos que uma pessoa ocupa dentro de uma família ou sociedade.

Mas o que eu mais quero mesmo nesse dia minha filha é que Deus me permita um encontro com você, nem que seja em um breve sonho para poder sentir o seu abraço.

Te amamos Ana Cláudia, nunca me esqueço de você minha filha. És o meu primeiro pensamento quando abro os olhos pela manhã e o último quando coloco a cabeça em meu travesseiro.

Me aguarde, logo, logo, estarei aí contigo.

 

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

12 ANOS DE SAUDADE





Minha filha querida,
Mais um ano se passou após seu trágico afastamento de nossas vidas. Como mencionei em minha carta anterior escrevo-te de coração para coração, imaginando que esta chegue até você.
Esses dias por aqui estão frios e cinzentos, me levando a recolher-me em minhas lembranças com uma grande dose de saudade e engasgos na garganta cada vez que me lembro de você. As lágrimas da saudade infelizmente não consigo controlar, me desculpe...
As coisas por aqui também não estão nada fáceis, provas e expiações diariamente. Meu coração tem mudado de compasso. Até estou fazendo alguns exames para ver o que anda acontecendo...
Ontem estava fazendo uma faxina em gavetas na minha mesinha de cabeceira. Papéis guardados no dia a dia, alguns sem importância, mas entre tantos, achei vários que te pertencem e que guardo com muito carinho. Com sua caligrafia e certos desabafos em uma pequena agenda escolar. Fiquei mais saudosa ainda do que já estava...
Quantas recordações, apenas em papéis e na minha memória de tantos momentos felizes. Alguns conturbados, mas a maioria deles felizes...
Dentre os meus achados uma cópia de um e-mail que recebi de uma amiga sua da 5ª série e que saiu da mesma escola onde vocês estudavam e mais tarde se reencontrou com você no curso de inglês.
Dizendo-me que não eram tão próximas na época do colégio, tipo amigas, mas sim, colegas.
Descreveu-me como ela te via juntamente com sua irmã: - roupas moderninhas, casacos legais, brincos sempre grandes e lindíssimos, mas o mais importante, lembrou-se do seu cabelo maravilhoso e do seu sorriso arrebatador, isso eu tenho que concordar com ela, do seu cabelo e sorriso, para mim as coisas mais lindas e que chamavam a atenção, sem contar: - seus olhos amendoados, que para mim também faziam parte do conjunto.
Fiquei feliz na época em receber esse e-mail. E até hoje me sinto feliz também apesar de tudo, pois, como ela guardou na lembrança detalhes de você.
Escreveu-me também que ficou meio sem jeito de enviar ou não esse e-mail, mas que por um momento ela gostaria de confortar-me, e confortou. Agradeço à ela de coração pelas lindas palavras sobre você e a caricia que ela fez em meu coração dolorido. Terminou o e-mail dizendo: - o amor de mãe não é para ser entendido, e sim sentido, da forma mais pura. Que iria rezar antes de deitar, pelas minhas meninas e minha família e que Deus me proteja e conforte. E que para todos que te conheceram, fica a lembrança de uma menina sorridente, de cabelos sedosos e com olhos sinceros.
- Quer coisa melhor uma mãe ler isso sobre sua filha? Não tem preço, e tamanha é a emoção que sinto agora.
Caminho aqui juntamente com outras mães que se separaram de seus grandes amores, estamos nos amparando, nos nossos momentos difíceis, sobreviventes nesse espaço de tempo que nos separa de vocês, sabendo que aqui é só uma passagem e que, logo, logo, nos encontraremos novamente, vivendo esse grande amor que transcende a matéria.
Receba essa minha carta aí e guarde-a na gavetinha do seu coração para que possas pegar e ler de vez em quando, quando sentires saudades minhas.
Te amo Ana Cláudia, ontem, hoje e além...

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

11 ANOS DE SAUDADE




11 ANOS DE SAUDADE...

Amada filha,
Mais um ano se passou desde sua partida, agora 11 anos da nossa separação.
Às vezes me deparo em frente ao calendário e não acredito-me arrancando páginas e páginas de meses que se vão.
A saudade, essa então... só aumenta...
Nesses 132 meses da nossa separação muitas coisas deixamos de viver juntas e em família.
Hoje me vejo aqui procurando palavras para me comunicar com você, como uma carta de mãe para filha que foi viajar para muito longe, e que lá nesse lugar somente as cartas escritas de coração para coração chegam ao seu destino.
Procurei fotos para preparar um novo vídeo, como faço todo ano em sua memória, mas olhando-as, começaram a se repetir de vídeos anteriores, então me bateu aquela tristeza em ver e saber que suas fotos a partir de 22 de agosto de 2007 não foram mais renovadas.
Me pego imaginando como você estaria agora... uma linda mulher com toda certeza...
Não só com as qualidades físicas que você almejava, mas também com aquelas que você já possuía. De doçura, de encanto, de humildade, de humanidade e de bom coração.
Então me vejo aqui a recordar duas imagens inesquecíveis guardadas em minha memória que não foram eternizadas através de uma máquina fotográfica ou um celular, mas sim pela minha visão e que estão bem vivas em minha mente.
A primeira foi do dia do seu nascimento, tão pequena, tão indefesa, saindo do meu ventre... tão esperada, tão amada...
A segunda quando você chegou em casa em um dia frio, após o recomeço das suas aulas da faculdade.
Eu estava a preparar o jantar e você chegou na cozinha e me deu um beijo no rosto e largou sua mochila em cima do balcão onde se encostou para me contar sobre o seu dia.
Estava tão linda...
Seus cabelos brilhantes caindo sobre os ombros e o peito, recobertos com uma touca preta de lã, sobrancelhas escuras bem definidas, os olhos grandes amendoados, as bochechas rosadas pelo frio do inverno, os lábios com um leve brilho de manteiga de cacau, e o sorriso... Ahh!!!... Esse sim... que lindo... que lembrança... que saudade...
É essa a mais bela imagem que guardo... Ahh!!! Seu eu soubesse...
Por esse motivo estou aqui lhe escrevendo de coração para coração, lembrando e relembrando dos melhores momentos de nossas vidas. E te confesso que os piores momentos também vieram à tona, pois, as datas de agora se assemelham às do passado, da tua partida através das mãos da maldade humana.
Mas conversando com uma amiga, ela me fez retornar à realidade e que não posso mudar o que nos aconteceu...
Por esse motivo espero que minha carta chegue até você, com todo o meu amor e saudade transformados em muita luz e energias positivas e que um dia possamos nos encontrar e vivermos todo esse amor que transcende a matéria.
Te amamos Ana Cláudia, hoje, sempre e além.
Seu pai, sua irmã e eu.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018



ALMA QUERIDA

Alma querida! Batida pelo vendaval, sacudida pelas incertezas sob chuva de calhaus, sobre espículos cruéis.

É noite, e as sombras desenham fantasmas. Tu tremes, choras...

Dói-te o peito, represado de angústias e cambaleiam as tuas pernas fragilizadas.

Tuas mãos, sempre ágeis, descem e se negam a transformar-se em asas para voar.

Alma querida! Fita além da noite e verás, verás o amanhecer longínquo que chegará a ti, pleno de luz, apagando todas as sombras, diminuindo todas as aflições.

Não pares! Ergue a cabeça e avança, alma solitária e triste!

O Sol da eterna crença, avança no teu rumo, aguardando que sigas na Sua direção, no encontro, quando nimbada de luz, alma feliz, bendirás todas as dores, todas as humilhações, que são os tesouros imarcessíveis da vida, coroando-te de estrelas.

Almas queridas! Não canseis de lutar!

Cada um de nós é alma em reajustamento. Experimentamos aqui, outra vez, o seu quadro de testemunho, mas o nosso Modelo, quando aceitou a Cruz, transformou-a em dois braços que afagam e não numa trave hedionda de horror.

Ide! Avante, Almas queridas, bendizendo a noite com vossas preces, que se transformarão em estrelas, com vossas lágrimas que se converterão em pingentes de luar, para que nunca mais haja escuridão.

Deus vos abençoe, almas queridas!

São os votos da servidora humílima e maternal de sempre.


Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Mensagem psicofônica recebida por Divaldo Franco no dia 07 de setembro de 1999, no Centro Espírita Caminho da Redenção, Salvador, BA..

terça-feira, 22 de agosto de 2017

10 ANOS DE SAUDADE ANA CLÁUDIA CARON







Hoje me vejo aqui a cultuar as memórias que tenho de ti Ana Cláudia.
Dez anos se passaram, mas me sinto como um ioiô, indo e vindo, entre passado e presente,
lembranças e sentimentos que se misturam. Uma vontade enorme de te ter aqui comigo, te abraçar, te beijar, sentir teu cheiro, ouvir sua voz, rolar pelo chão da casa ou em cima da cama como fazíamos em nossas brincadeiras de mãe e filha. Nossas conversas, nossas caminhadas, nossas viagens.
Um passado que quero tanto reviver, mas só o revivo na memória...
Te sinto aqui comigo, muito mais do que antes...
Te tenho no coração e nos pensamentos todos os dias, desde que você partiu.
Acordo pensando e falando com você e também ao encostar a cabeça no travesseiro para encerrar mais um dia, meus pensamentos, minhas palavras e o meu amor são direcionados a você.
A saudade tornou-se minha fiel companheira junto com as lágrimas que volta e meia caem
por minha face.
Aguardo com confiança que o dia do nosso reencontro chegará, não ao meu tempo, mas no tempo
de Deus e esse não o sabemos...
Acredito que nessas paragens que você se encontra agora também está prosseguindo com os seus
afazeres, pois somos seres eternos e nenhum sofrimento é para sempre.
Sofremos nossas saudades entre esses nossos dois mundos e estou fazendo o possível para que você fique bem aí e que você possa receber aí todo esse amor que sinto por você em forma de luz, iluminando seu caminho...
Se você estiver bem aí, estarei bem aqui também minha filha, apesar de tanta saudade que as vezes parece que o peito vai explodir...
Já se passaram 10 anos, mas ainda poderão se passar mais 10, 20, 30 anos, não sei, e o meu amor por você ainda é o mesmo minha criança, minha princesa, minha menina.
Hoje me basta e me permito sentir a tua presença dentro de mim, como sendo parte de minha alma e que me acompanha onde quer que eu vá.
Te amo Ana Cláudia, de corpo e alma todos os dias de minha vida e além.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

09 ANOS DE SAUDADE - ANA CLÁUDIA CARON 








Te encontrarei nas estrelas;
Te encontrarei em algum lugar
E vamos matar a saudade
De uma espera que vai se acabar.

Nesta estrada sigo a caminhada,
Um tempo a mais que você, vou andar
Mas, vou colhendo perfumes na estrada
Pra quando a gente  se reencontrar.

Então vamos viver novamente
Tudo que ficou para trás
Num mundo bem diferente
Onde somente reina a paz.


(Ataíde Lemos)

domingo, 6 de setembro de 2015

HOJE SERIA SEU 27º ANIVERSÁRIO AQUI CONOSCO


Hoje o céu está em festa!! Pois uma pessoa especial faria aniversário aqui na terra, completaria 27 anos, mas Deus resolveu que a festa seria lá ao lado dele, Imagina se não!!
Ana Cláudia era feliz, e lá, do lado de lá espero que continue sendo, aliás muito feliz.
Sempre sorridente, amava a vida jamais iria querer passar seu aniversário sem os familiares e amigos. Os que nos precederam estão lá comemorando junto com ela, com certeza.
Hoje não posso lhe dar beijos e abraços como antes. Simplesmente tenho você em meus pensamentos e em minhas orações, beijando sua foto que está comigo. Espero que onde você está tenha sentido o meu beijo minha filha querida.
Na verdade eu queria você aqui pertinho de mim; queria poder cantar parabéns pra você. Mas bem sabemos que não é possível, por isso espero que sempre sinta todo o meu amor e carinho até o dia em que estaremos juntas novamente e para sempre.

Te amo.

sábado, 22 de agosto de 2015

ANA CLÁUDIA CARON - 08 ANOS DE MUITA SAUDADE


Ao longo de alguns dias tenho procurado palavras para expressar o meu amor e minha saudade nesses já oito anos que estamos separadas.
Desde quando nos privaram da tua presença física, minha mente já não funciona tão bem. A formação de textos se perdem ou se fundem em meus pensamentos e não consigo repassar para o papel ou no notebook aquilo que quero escrever. A dor e a tristeza continuam sendo minhas eternas companheiras.
Meus pensamentos no início do dia ao cerrar de meus olhos continuam sendo em você. Não há um só dia que não pense em você filha querida.
Queria poder descrever tudo o que tenho sentido e passado por esses oito anos da nossa separação, mas acredito que do lugar onde você se encontra agora possa ver e saber tudo o que aqui tem acontecido comigo, com teu pai, tua irmã, enfim toda a família e amigos seus. Então procurei em versos, poemas e músicas, trechos que de alguma maneira expressam um pouco do que vivemos e sentimos aqui sem você. (Liane Taborda Caron)

A sua ausência é um estar em mim. (Carlos Drummond de Andrade)

Metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Metade de mim é partida, mas a outra é saudade.
Metade de mim é o que ouço, mas a outra é o que calo.
Metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
Metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
E que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor
E a outra metade... também. (Osvaldo Montenegro)

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam. (Pablo Neruda)

E é por isso que eu tenho mais saudades.
Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis.
De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência. (Clarice Lispector)

É nesse momento de saudade, quando penso em você.
Quando tudo está machucando o meu coração e acho que não tenho mais forças para continuar, eis que surge tua doce presença, com o esplendor de um anjo; e me envolvendo como uma suave brisa aconchegante.
Tudo isso acontece porque amo e penso em você. (William Shakespeare)

TE AMAMOS ANA CLÁUDIA. HOJE E SEMPRE.



terça-feira, 7 de outubro de 2014

PRECE DE CÁRITAS


Deus nosso Pai.
Que sois todo poder e bondade.
Dai força àquele que passa pela provação.
Dai luz àquele que procura a verdade,
pondo no coração do homem a compaixão e a caridade.
Dai ao viajor a estrela Guia,
ao aflito a consolação,
ao doente o repouso.
 ao culpado o arrependimento,
ao espírito a verdade,
a criança o guia,
ao órfão o pai.
Que vossa bondade se estenda sobre tudo aquilo que criastes.
Piedade senhor, para aqueles que não vos conhecem.
Esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores, derramarem por toda parte, a paz, a esperança e a fé.
Deus,
Um raio, uma faísca do vosso amor pode abrasar a Terra.
Deixai-nos beber das fontes dessa bondade fecunda e infinita.
E todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
Um só coração, um só pensamento subirá até vós.
Como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha nós vos esperamos com os braços abertos.
Oh! Bondade,
 Oh! Beleza,
Oh! Perfeição.
E queremos de alguma sorte merecer a vossa misericórdia.
Deus,
Dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até vós.
Dai-nos a caridade pura.
Dai-nos a fé e a razão.
Dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas
O espelho onde se deve refletir a vossa imagem.

Que assim seja.



Sobre o Espírito Cárita
 Não se pode dizer quem, de fato, foi esse Espírito quando encarnado. Há quem diga, por tradição, que, no passado, esse Espírito tenha sido a figura de Irene, que foi martirizada em Roma no ano 305, quando das perseguições do Imperador Diocleciano. Canonizada por sua religião, veio a ser conhecida como Santa Irene - ela e suas irmãs foram convertidas ao Cristianismo.
Diocleciano determinou perseguição aos cristãos, e ela foi acusada de possuir "livros proibidos" e, por isso mesmo, foi condenada à fogueira, enquanto suas irmãs foram degoladas à sua frente. Como disse, é uma informação desprovida de provas, que se deve considerar apenas e tão somente como especulativa, valendo-se do fato que, na mensagem reproduzida do Espírito Cárita, estar colocado que ele (o Espírito) foi martirizado em Roma.

Sobre a Prece de Cáritas
A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pelo Espírito Cárita. A prece de Cáritas não se encontra no livro " O Evangelho Segundo o Espiritismo”, mas ela (a prece) está no livro "Rayonnements la Vie Spirituelle", de autoria da W. Krell , que, além dessa prece, psicografou, ainda, as comunicações: "Como servir a religião espiritual" e  "A esmola espiritual".  Esse livro ainda é editado na Bélgica.

Wallace Leal V. Rodrigues, que foi um dos que traduziram a prece, se valeu da segunda edição do livro referido, editado pela Union Spirite Belga/1949. Nessa edição a palavra é CARRIT. Segundo ele, como em francês ou francês-belga não há duplo erre (RR), o nome correto para o Espírito seria Cárita. Devido ao aportuguesamento desse vocábulo, acabou por ficar Cáritas, como é mais conhecido no Brasil.
Nas traduções de O Evangelho Segundo o Espiritismo manteve-se Cárita.
 A médium, Madame W. Krell, era respeitada em sua época, tida como uma excelente médium, o que nos leva a dar crédito à prece como sendo do mesmo Espírito que ditou as mensagens que se encontram no Evangelho Segundo o Espiritismo.

 Algumas observações
 A palavra caridade é o aportuguesamento da palavra cárita, que, por sua vez deriva da palavra caritates, cujo significado é amor
Por isso encontra-se no texto contido na carta do apóstolo Paulo aos Coríntios as duas traduções: caridade e amor. "Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tivesse amor" ou, em outras traduções, "ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos se não tivesse caridade”. São duas palavras cujo significado é o mesmo. Por isso caridade não é o ato material, mas o ato revestido de sentimento.
 Em função do significado da palavra Cáritas (aportuguesada) ser amor, esse nome foi utilizado por uma organização católica, de âmbito internacional, chamada Cáritas Internacional, que no Brasil se chama  Cáritas do Brasil", cuja missão é amparar as pessoas necessitadas por meio de educação, instrução e qualificação profissional.
 A primeira instituição Cáritas surgiu na Alemanha, em 1897, e o nome da instituição foi inspirado na afirmação de São Paulo: "Caritas Christus urget nos!" (2Cor 5,14). (traduzindo: “O amor de Cristo nos impulsiona”).

Veja que o nome Cáritas foi utilizado pelo Espírito e também por um órgão religioso católico, creio que ambos inspirados no significado da palavra, que é AMOR.
Com esse significado, ou seja, amor, uma das mensagens do Espírito Cárita, contida no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XII, item 13, toma uma feição mais carinhosa, meiga e, ao mesmo tempo, de profundo significado para a beneficência.

(Texto Explicativo extraído do Site: Amigo Espírita – publicado em 27/02/2012)


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

FUNERAL BLUES (SEM TRADUÇÃO; TAMBÉM CONHECIDA COMO: “ STOP ALL DE CLOCKS” – PARE TODOS OS RELÓGIOS) DE WYSTAN HUGH AUDEN




Pare todos os relógios, corte o telefone,
Impeça o cão de latir com um osso suculento,
Silencie os pianos e com tambor abafado,
Tragam o caixão, deixe os enlutados que venham.

Que os aviões circulem lamentando por cima das cabeças,
Rabiscando no céu a mensagem “Ele está Morto”,
Coloquem laços de crepe em volta dos pescoços brancos das pombas públicas,
Que os policiais de trânsito usem luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste,
Minha semana de trabalho e meu domingo de descanso,
Meu meio-dia, minha meia-noite, minha fala, minha canção.
Eu pensei que esse amor duraria para sempre. Eu estava errado.

As estrelas já não são necessárias; coloque fora todas elas.
Empacotem a lua e desmantelem o sol.
Despeje longe o oceano e varram a floresta;
Pois nada agora jamais poderá ser bom.


Recebi esse poema de uma amiga na dor do luto no mês passado logo após ter completado 07 anos do falecimento da minha filha Ana Cláudia.
Ela se chama Fátima Gonçalves Vianna. Conhecemos-nos em Maio de 2010 quando fomos até Uberaba no intuito de recebermos uma psicografia. Eu de minha filha e ela de seu amado filho Lucas. Encontramo-nos durante o café da manhã no mesmo hotel onde estávamos hospedadas. Contamos um pouco da nossa história e ela da dela. Trocamos os números de telefone e endereço de e-mail para correspondermo-nos. E desde aquela data temos feito isso. As vezes são longas as datas entre um e-mail e outro, entre um telefonema e outro, mas estamos sempre em sintonia de pensamentos e quando a lembrança chama atenção lá vem uma mensagem, um vídeo para assistir, um telefonema. E com esse poema não foi diferente.
Demorei um pouquinho para publicá-lo porque os meses de agosto e setembro são muito difíceis de ultrapassar com as lembranças que nos marcaram.
Na realidade peguei o texto original em inglês e o traduzi do meu ponto de vista. O que ela me passou tem uma tradução um pouco diferente mas que no final relata exatamente o significado de todos os sentimentos que tivemos e continuamos tendo verbalizados e transcritos em palavras. Também procurei saber um pouco mais sobre a vida do autor do poema, e que segue:

Wystan Hugh Auden - nascido em 21 de fevereiro de 1907, falecido em 29 de setembro de 1973 - Foi um poeta anglo-americano. Nascido na Inglaterra e mais tarde tornou-se cidadão americano.
É considerado por muitos críticos como um dos maiores escritores do século 20. Seu trabalho ficou conhecido pela sua realização estilística e técnica, tendo como compromisso as questões morais e políticas e sua variedade de tom, forma e conteúdo. Os temas centrais de sua poesia são: o amor, a política e a cidadania, religião e moral, bem como a relação entre os seres humanos únicos e anônimos.
A primeira, e menos conhecida, versão do poema, escrito e publicado em 1936, tem cinco estrofes; a versão final de 1938 tem quatro. Apenas as duas primeiras estrofes são as mesmas em ambas as versões.
Agora o texto em inglês:

Stop all de clocks, cut off  the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum,
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let airplanes circle moaning overhead,
Scribbling on the sky the message “He is Dead”.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song.
I thought that love would last for ever. I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one.
Pack up the moon and dismantle the sun.
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.







domingo, 31 de agosto de 2014

UMA PRECE ÁRABE


A exato um mês recebi um comentário em uma das minhas postagens de um anônimo. Neste, me solicitava a postagem de um dos textos com o título "Uma Prece". Existem vários textos com esse título, mas o que eu acredito que mais se encaixa ao comentário é esse intitulado acima. E que segue:




Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.
Meu Deus, se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não acusar meus adversários com mais severidade do que a mim mesmo.
Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido, e nem pelo desespero, quando derrotado. Lembra-me que a experiência de uma queda poderá proporcionar uma visão diferente do mundo.
Ó Deus!
Faze-me sentir que o perdão demonstra força, e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar à saúde, conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.
Finalmente Senhor, se eu Te esquecer,  Te rogo que nunca Te esqueças de mim.

(Traduzida por Seme Draibe)

*Agradeço à você anônimo por me ajudar a continuar nessa batalha da vida. Caso não seja esta oração que querias ler, aguardo seu novo comentário e postarei mais as que tenho aqui comigo. Um abraço carinhoso.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ANA CLÁUDIA CARON - 07 ANOS DE SAUDADE




AUSÊNCIA E SAUDADE
Tenho suportado sua ausência minha filha como quem estando viva, já morreu.
Suporto em silêncio essa pesada cruz da tua ausência.
É também saudade que maltrata, que machuca, que dói sem se saber direito onde.
E que chega de repente, sem avisar.
É a sua ausência com um doer contínuo e latejante, ferida profunda que ninguém vê.
É sangue que escorre por dentro.
É um turbilhão de sentimentos que se misturam.
É um pensar constante nesse vazio que ficou em meu coração.
Sem você meu mundo ficou sem cor.
Não consigo sonhar, não reconheço mais o brilho das estrelas e da lua, as cores do arco-íris, o calor do sol. Eterno inverno em meu coração.
Ahhh...minha filha. Que vazio é esse que em mim ficou.
Sua ausência me faz falida de alegria e esperança.
Minha alma está perturbada e abatida.
Saudade e lembranças foram tudo o que me restou.
Quanto seria eu feliz com você aqui do meu lado.
Quando a noite começa e o relógio se apressa para repousarmos me vejo beijando sua foto e lhe dando boa noite indo de encontro com aquele teu sorriso e aquele teu olhar.
Desejo em todas essas noites em sonho poder te encontrar. E quem me dera se em um desses sonhos nunca mais despertar.
TE AMO MINHA FILHA. TE AMO ANA CLÁUDIA.
HOJE E SEMPRE.
ETERNAMENTE.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ESTAMOS PASSANDO PELA MAIS DIFÍCIL DAS MUDANÇAS




Olá pessoas queridas do meu coração. Estou meio sumida das chamadas “redes sociais” por  algum tempo e já que fiz grandes amizades virtuais e também me correspondo com minhas amizades e parentes não virtuais através destas redes devo-lhes uma satisfação do meu afastamento.
Sinto falta de me corresponder com todos, mas estou passando por uma fase de mudança. Não está sendo nada fácil, pois além do desgaste físico o desgaste emocional também estava e ainda está me consumindo.
Sempre achei que a mudança da casa dos pais para viver com outra pessoa após o casamento era a mais dolorida, pois você está abandonando a sua fase adolescente e muitas vezes até infantil que você tinha com seus pais para a sua fase adulta, de mulher casada e com novas responsabilidades pela frente. Mas não...
 Sei que muitas pessoas que vivem pagando aluguel do local onde moram talvez não tenham esse apego ao material, mas que de alguma forma deram pedacinhos seus para decorar suas casas temporárias com detalhes particulares da família. Que só quem vive nessa casa entende o porquê disso ou o porquê daquilo.
Bem, onde quero chegar é o seguinte: - Estou me mudando após 12 anos de termos construído o que chamávamos  “A casa dos nossos sonhos”. Dos quais 06 anos foram com a família completa. Uma casa onde pensamos em todos os detalhes do que queríamos e precisávamos. Nos quartos para cada uma das meninas e é claro também um extra para as visitas que aqui ficavam.
Muitas alegrias, festas de aniversários, Natais; os quais gostávamos de ver a casa cheia com as famílias do lado do meu marido e do meu. A entrega dos presentes pelo Papai Noel (que era com frequência um primo do meu marido que encarava a personificação do querido e bom velhinho).
As crianças pequenas com seus olhares brilhantes e fascinadas por verem em carne e osso o tão querido Papai Noel que nunca se esquece de ninguém.
Em seguida a grande ceia partilhada com todos ao som de músicas natalinas e uma oração de agradecimento, geralmente feita pela minha mãe (a matriarca das famílias e a mais idosa entre todos) e logo em seguida o meu breve discurso e um discurso acalorado e cheio de sentimento e algumas “doses” é claro do meu digníssimo marido. Mas a alegria era total. Varávamos a madrugada. E no outro dia como imagino que seja assim em todas as famílias, tínhamos a tradicional comida francesa “Restô Dontê”.
E como também de praxe na maioria das famílias íamos ver a entrada do novo ano no litoral.
E de repente... em 21 de agosto de 2007 a desgraça bateu à nossa porta. Palavra pesada, mas que simboliza bem a perda de uma filha para uma mãe, pai, irmã, irmãos, avó, tios, tias, primas, primos, enfim à todos os parentes.
Apesar do sol brilhando lá fora nossos dias se tornaram cinzas, os sentimentos de alegrias em tristezas, dor e revolta com o mundo e com Deus.
Se passaram muitos e muitos dias com a vontade de ir embora junto com a minha menina. Tão cheia de sonhos, vontades e beleza. No auge da sua juventude. 18 anos vividos e faltando 15 dias para chegar aos seus 19 anos. Tão bela tão cheia de vida tão cheia de amor, tinha pressa em viver e eu mal sabia o por que. Sua passagem por nossas vidas foi tão breve e tão intensa, ah meu Deus, que saudade, que dor no peito ao pensar e escrever o que me vem à mente, ah meu Deus, daí-me forças para continuar...
São tantas as lembranças que agora me vêm à mente que seria capaz de escrever um livro. Mas o que quero dizer-lhes e que está sendo muito difícil me desapegar de tudo o que fizemos aqui para transformarmos essa casa em um lar. As lembranças são muitas e em todos os cômodos da casa. Em cada lugar por onde ando por aqui vejo o meu passado com ela. Os pulos que ela dava na minha cama justamente quando eu estava arrumando a colcha pela manhã e me puxava junto com ela, as vezes que rolávamos pelo tapete da sala ou até mesmo no chão da cozinha, fazendo cócegas uma na outra, quanta saudade... De sentir seu corpo, seu cheiro, sua voz, suas gargalhadas...
Ainda tenho muita coisa guardada e que sei que não poderei levar comigo, por isso tenho aproveitado cada minuto em que fico sozinha mexendo nos nossos pertences, sem pressa, revendo e guardando na memória nossos bons momentos vividos aqui. Não sei quando retornarei para dar-lhes notícias, mas gostaria que soubessem que estão sempre nos meus pensamentos e no meu coração também. Agradeço a quem me ligou e eu não estava presente para atender, a quem me ligou e conseguimos conversar, a todas que me deixaram e continuam deixando seus recadinhos em minha página do Facebook, aos comentários deixados em meu Blog e as muitas mensagens que me enviam por e-mail. Meu muito obrigada a todas(os), pois minha força vêm de vocês para seguir nessa caminhada. Mas essa etapa da minha vida pertence somente a mim e foi dessa forma que resolvi encará-la e enfrentá-la. Beijos a todas(os) com o meu sincero carinho,

Liane.